O filme “Coach Carter: Treino para a vida” é baseado na história real do atleta Ken Carter, que jogou basquete de 1973 a 1977, quebrando vários recordes no tempo de colégio.

O filme é de 2005 e o roteiro é composto por Samuel L. Jackson, Channing Tatum, Rob Brown e outros nomes ilustres do cinema. Vale super a pena assistir. Tem na Netflix!

Embora a história tenha se passado na realidade de uma cidade violenta, era a cidade onde o treinador Carter morava e era ali que ele queria investir. Abriu uma loja de artigos esportivos e aceitou o convite do colégio Richmond, para treinar a equipe de basquete em 1997.

Após aceitar o convite para assumir o cargo de treinador do time de basquete da Richmond High School, Carter percebeu que teria bastante trabalho com esta equipe que colecionava consecutivas derrotas, devido à falta de habilidade dos jogadores, indisciplina, agressividade, insubordinação e indiferença dos alunos.

Ao assumir como técnico, Carter estabeleceu a condição de ter o controle total sobre o programa de basquete, impondo regras aos alunos, impedindo-os de participar dos jogos caso não aceitassem o acordo estabelecido em contrato, como, por exemplo, ter boas notas acima da média, frequência nas aulas, respeito aos professores e demais adultos, que deveriam ser chamados por senhor/senhora, o uso de vestuário como camisas e gravatas nos dias em que tivesse jogo.

Assista ao trailer:

Seus métodos eram considerados rigorosos pelos alunos e utópicos pelos outros professores, bem como pela direção escolar, já que o objetivo de Carter era levar seus alunos à Universidade e o colégio Richmond formava apenas 50% dos alunos no Ensino Médio. A realidade daquele colégio era a de evasão escolar, o que é bem comum em comunidades onde há um índice elevado de tráfico de drogas, desemprego, prisão ou morte de jovens. O treinador se preocupava com a vida dos jogadores fora de quadra e sempre incentivava os jovens a superarem seus medos e suas fraquezas.

O tempo passou e, em 1999, o time já acumulava 13 vitórias. Mesmo com vários jogadores não cumprindo os termos do contrato, a equipe teve uma participação elogiável no campeonato estadual.

Como o técnico não estava recebendo as anotações e boletins dos alunos, por parte dos professores, ele mesmo começa a investigar como está sendo o desempenho dos alunos em sala de aula, e, ao perceber que muitos deles não estão cumprindo com o acordo, toma a atitude drástica de trancar as portas do ginásio de Richmond, proibindo os treinos para os membros da equipe oficial incluindo seu filho que se transferiu para o colégio. Nesta fase, os jogadores reagiram para recuperar o tempo perdido, fizeram plantão na biblioteca da escola, onde os professores estavam à espera para auxiliá-los na recuperação.

Embora os jogadores tenham começado a mostrar mudanças de comportamento e o time tivesse obtido vitórias, por causa da atitude de trancar o ginásio e impedir que seus jogadores fossem a uma competição por causa de seus comportamentos inadequados com o tratado, Carter, fora demitido da escola.

Ao se despedir do colégio, Carter vai à quadra, onde encontra os jogadores se manifestando contra a demissão dele, se recusando a continuar sem ele. Um de seus alunos recita um trecho do poema, que também foi discursado por Nelson Mandela, chamado “Nosso medo mais profundo”, de Marianne Williamson.

Em resumo, podemos tirar 4 lições super importantes do filme “Coach Carter: Treino para a vida”, que são:

1.  Não existe aluno incompetente, mas sim professor com falta de flexibilidade e rapport.

Rapport é um conceito do ramo da psicologia que remete a uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. O significado desta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa “trazer de volta”.

Se você é um líder, pai, mãe ou professor, como está o seu nível de flexibilidade para influenciar sua equipe?

Se de alguma forma você tem o papel de ensinar alguém, quanto você está disposto a aumentar o seu nível de rapport para transmitir conhecimento?

2. O aprender está no fazer. Logo, para entender, é preciso agir.

Reflita sobre suas últimas atitudes e erros. Qual a lição que você aprendeu?

Quais conhecimentos você tem colecionado sem colocar em prática?

Quais atitudes você poderia tomar para experimentar novos resultados?

3. Para ter rapport com outra pessoa, é necessário respeitar a sua realidade. A chave para ensinar e influenciar as pessoas é entrar no seu modelo de mundo. 

Você se questiona sobre as situações em que você precisa se colocar mais no lugar do outro?

O que muda na sua percepção da situação, quando você tem a atitude de se colocar no lugar do outro?

Em uma próxima oportunidade o que poderá fazer diferente?

4. O hábito tem poder.

 A partir do momento em que trocamos um hábito ruim por uma proposta de hábito melhor, tudo tem chance de mudar. Pense em quantos hábitos você já conseguiu mudar e em quais dessas mudanças te ajudaram a melhorar sua vida pessoal ou profissional.
Será que você ainda precisa mudar alguns hábitos? Quais são eles?
A partir do momento em que fazemos estas reflexões, o processo de mudança já começa.
Você já assistiu a este filme? Concorda ou não com o que foi dito neste artigo? Deixe seu comentário. 😉

pinit fg en rect red 28 - 4 Lições que aprendemos com o filme Coach Carter

8 thoughts on “4 Lições que aprendemos com o filme Coach Carter”

  1. Olá!

    Filmes que envolvem professores, seja em qual disciplina for, sempre me fascinam. Tendo visto uma quantidade considerável, meu favorito continua sendo Sociedade dos Poetas Mortos, talvez pelo Sr. Keating trabalhar a literatura, o que me toca profundamente o coração, ou quem sabe pela atuação fascinante de Robin Williams. De qualquer forma, Coach Carter é um dos poucos, junto com Escritores da Liberdade, que ainda não vi. Seu artigo certamente me animou para tal, então a Netflix já está aberta aqui na outra aba para eu assistir assim que terminar as interações.

    Sobre os pontos que você assinalou, concordo que são importantíssimos. Empatia e discernimento são essenciais a toda pessoa que se incumbe da tarefa de ensinar outras. Embora não conhecesse o termo rapport, creio que o que eu diga vá ao encontro do que ele significa.

    Obrigada pelas colocações tão pertinentes! 🙂

  2. Tu tem toda a razão em relação as lições e adorei a introdução até chegar as lições. Acredito que em todos os filmes com a mesma temática tem lições e moral parecida para aprendermos e analisarmos. Infelizmente é uma realidade que apesar de ter passado tantos anos ainda continua acontecendo. Além da tua ótima análise é uma ótima dica de filme. Beijos

  3. Filmes com professores corajosos, que lutam para melhorar o desempenho de seus alunos dentro da sala de aula, que acaba refletindo em mudanças extra classe, são inspiradores e sempre me emocionam. Ainda não assisti Coach Carter, mas lendo a resenha me lembrei do clássico Ao Mestre com Carinho, com o maravilhoso Sidney Poitier.

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